O achado de quem leu até o fim
Atlas financiado por príncipe
Em 1906 saiu o álbum que validou Altamira: La caverne d'Altamira à Santillane près Santander (Espagne), de Émile Cartailhac e Henri Breuil, um volume grande com pranchas coloridas de cada animal do teto. O álbum não veio de uma universidade nem de um museu espanhol: o papel, a tinta e a impressão das pranchas foram pagos pelo príncipe Alberto I de Mônaco, que financiava pesquisas sobre a origem humana.
O gesto teve sequência. Em 1910, o mesmo príncipe fundou em Paris o Institut de Paléontologie Humaine, e colocou Breuil entre os primeiros pesquisadores a estudar ali as pinturas de cavernas europeias. O dinheiro que respaldou o álbum sobre Altamira seguiu, por décadas, sustentando o estudo da arte paleolítica feito naquele instituto.
Fonte: La caverne d'Altamira à Santillane près Santander (Espagne), Cartailhac e Breuil, 1906