O achado de quem leu até o fim
O leilão dividido
No mesmo ano em que Napoleão III comprou a parte da coleção Campana que foi parar no Louvre, o czar Alexandre II fechou outro lote do mesmo confisco, direto para o Hermitage, em São Petersburgo. A sentença contra um só colecionador italiano, aplicada pelo tribunal papal, terminou abastecendo as vitrines de dois impérios rivais ao mesmo tempo, com peças saídas da mesma remessa dividida pelo governo de Roma.
Você só pôde ver as duas metades juntas de novo quase um século e meio depois: entre novembro de 2018 e fevereiro de 2019, o Louvre reuniu parte da coleção dispersa com peças emprestadas do Hermitage, na mostra 'Un rêve d'Italie, la collection du marquis Campana'. Foi a primeira vez, desde o leilão de 1861, que o acervo de Campana voltou a ficar reunido num só prédio, ainda que por poucos meses.
Fonte: Museu do Louvre, catálogo da exposição 'Un rêve d'Italie, la collection du marquis Campana' (2018)